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CRIMINALIZAR PARA PUNIR: a dinâmica de neutralização da juventude pobre e negra do Brasil

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Baseado em estudo realizado dentro da escola que funciona no presídio da cidade de Cataguases (MG) o livro da professora Ana Idalina Carvalho Nunes discute, utilizando como base teórica principal a obra do sociólogo francês Loïc Wacquant, a relação entre a  punição e o sistema neoliberal no mundo e no Brasil.
O livro é dividido em cinco capítulos: o primeiro traz uma retrospectiva histórica da prisão e do sistema punitivo, da Idade Média aos dias atuais. O segundo fala da punição da pobreza no século XX, com ênfase no papel desempenhado pela mídia na disseminação do medo dos que pertencem às camadas mais pobres da sociedade. O terceiro capítulo aborda o neoliberalismo e o Welfare State,  mostrando o seu reflexo nas políticas sociais e explicando a ideologia neoliberal.
No quarto capítulo, a autora lança luz sobre a situação brasileira, dando ênfase ao sistema punitivo brasileiro, à questão racial e às políticas sociais e apontando os aspectos diferenciados que o neoliberalismo adquire…

MAURICE MERLEAU-PONTY

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FENOMENOLOGIA DA PERCEPÇÃO Resumo dos dois primeiros capítulos do livro, por Ana Idalina Carvalho Nunes

CAPÍTULO I
O CORPO COMO OBJETO E A FISIOLOGIA MECANICISTA
O capítulo I da “Fenomenologia da Percepção”, de Merleau-Ponty, intitulado O corpo como objeto e a fisiologia mecanicista, está centrado na tese de que o corpo é objeto e nem a fisiologia, nem a psicologia, dão conta de entendê-lo. O filósofo dá início à sua apresentação definindo o corpo-objeto como um corpo no qual os sentidos são partes independentes que não se relacionam entre si, sendo também os dados captados por esses mesmos sentidos, qualidades independentes e isoladas umas das outras. Segundo Ponty, cada sentido corresponde a um órgão e para responder aos estímulos do mundo, o que os sentidos fazem é apenas emitir uma reação mecânica.
Entretanto, entender o corpo como partes extra partes traz um grande problema pois, considerando-se que a captação é feita pelas partes, caso o conduto neural fosse lesionado a pessoa p…

CARL GUSTAV JUNG

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A FORMAÇÃO DA PERSONALIDADEPor Ana Idalina Carvalho Nunes[Resumo da Conferência proferida por Jung, sob o título de “Die Stimme des Innerem” (“A voz do íntimo”) no Kulturbund, Viena, em novembro de 1932. Como tratado “Vom Werden der Persönlichkeit” (“Da formação da personalidade”) em “Wirklichkeit der Seele” (“Realidade da alma”), Rascher, Zurique 1934. Novas edições: 1939 e 1947. Nova edição (cartonada): 1969]
O tema “formação da personalidade” tem sido foco na área da educação nos tempos atuais mas, na maioria dos casos, é uma proposta que cai no vazio, diante da impossibilidade de se “ensinar personalidade” às crianças, já que os pais e educadores também não têm desenvolvida sua personalidade. A pedagogia desconsidera o fato de que, sendo a personalidade uma “totalidade psíquica, dotada de decisão, resistência e força”, deve-se constatar que é um ideal de pessoa adulta, impossível de existir na infância. É claro que a personalidade existe na criança, mas é uma semente que se desenvolv…

BEIJAR, FICAR E OUTROS VERBOS ADOLESCENTES

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BEIJAR, FICAR E OUTROS VERBOS ADOLESCENTES
           A Filosofia tornou-se disciplina obrigatória no Ensino Médio e, em escolas particulares, é ministrada desde os primeiros anos do Ensino Fundamental. Contudo, os livros didáticos de Filosofia abordam os temas universais que moveram e movem a humanidade, deixando em segundo plano as questões que movem os adolescentes e jovens.                 "Beijar, ficar e outros verbos adolescentes", escrito por Ana Idalina Carvalho Nunes (Idalina de Carvalho), promove essa contextualização, lançando ideias filosóficas no cerne das questões adolescentes. Não se trata de um livro que ensina Filosofia, mas de uma obra que desperta o leitor   para a reflexão, para o ato de filosofar.                 Aninha, a personagem principal, tem 15 anos e uma vida interior muito rica. Os inúmeros diálogos presentes no livro  consistem apenas em "pano de fundo" para as viagens interiores de Aninha, que analisa o meio, os amigos, a família e até…
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DIÁLOGO DE FORMATURA, OU SOBRE DÚVIDAS DE UMA COLAÇÃO DE GRAU Por Ivan Bilheiro*
Caminhando pela ágora juizforana, o campus da UFJF, deparei-me com Sócrates (!):  IVAN: Sócrates! Devo aos deuses a sorte deste encontro. Não sabes, naturalmente, mas há tempos por aí eu o buscava. SÓCRATES: Não estava por aqui, por isso não me encontravas. Chegaste há tempos a esta casa? IVAN: Sim. Estudo aqui. E ainda hoje irei ao Cine-Theatro Central, para a colação de grau. Estarei entre aqueles que se formarão em Filosofia. SÓCRATES: Uma formatura em Filosofia? IVAN: Sim. SÓCRATES: Tempos estranhos são esses. Haverá uma cerimônia? IVAN: Por Zeus que sim, Sócrates. Comemoraremos com os colegas esta etapa vencida. SÓCRATES: E o que comemorarão? IVAN: A conclusão de nossos estudos em Filosofia. SÓCRATES: Falas de uma conclusão. Fale-me sobre isso. IVAN: Depois de alguns anos dedicando-nos às leituras, às discussões e seminários, teremos, por fim, o reconhecimento dos esforços com a entrega de um di…

ÉTICA A NICÔMACO

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